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Os cristãos na Terra Santa enfrentam uma série de desafios. Além da redução drástica no número de fiéis - a ponto de já se poder falar em uma certa "luta pela sobrevivência" -, há uma espécie de vácuo legislativo no que diz respeito a normas que garantam o amplo acesso a direitos fundamentais, como a plena liberdade de culto e manifestação da fé.
O jornal alemão Der Spiegel sintetizou, no início deste mês, o cenário: "A ascensão do extremismo islâmico coloca uma pressão cada vez maior sobre os cristãos que vivem em países muçulmanos, que são vítimas de assassinatos, violência e discriminação. Os cristãos agora são considerados o grupo religioso mais perseguido em todo o mundo".

O prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, Cardeal Leonardo Sandri, solicitou que a Igreja Católica em todo o mundo apoie a Terra Santa. Em carta dirigida aos bispos do mundo inteiro divulgada nesta segunda-feira, 8, o Cardeal indica a oração, participação vigilante e generosidade concreta como meios de viabilizar esse apoio.
.: Carta ao episcopado mundial: incentivo para ajudar a Terra Santa - NA ÍNTEGRA
Frente ao problema da crescente emigração de cristãos, o purpurado lembrou a visita de Bento XVI à região em maio de 2009. "Sublinhando fortemente o problema incessante da emigração, Sua Santidade recordou que 'na Terra Santa há lugar para todos!'. Exortou as autoridades a favorecer a presença cristã, mas ao mesmo tempo assegurou aos cristãos daquela Terra a solidariedade da Igreja".
Ao destacar que a Igreja na Terra Santa deve se manter como testemunha das grandes obras da salvação, o Cardeal Sandri enfatizou: "Os cristãos do Oriente têm, com efeito, uma responsabilidade que é da Igreja universal, a de custodiar as "origens cristãs", os lugares e as pessoas que deles são sinais, para que estas origens sejam sempre a referência da missão cristã, a medida do futuro eclesial e de sua segurança. Portanto, merecem o apoio de toda a Igreja".
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