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Exercícios espirituais combatem o secularismo, indica Cardeal PDF Imprimir E-mail
Escrito por Everton de Lima Macêdo   
Dom, 28 de Fevereiro de 2010 23:17

De forma especial em um tempo fortemente marcado pelo secularismo, que às vezes não poupa nem mesmo o clero e religiosos, há a necessidade de se redescobrir o valor de uma prática antiga e garantida como os exercícios espirituais, para uma escuta mais intensa da Palavra de Deus.
É disso que está convencido o presidente da Federação Italiana de Exercícios Espirituais (Fies), Cardeal Salvatore De Giorgi, associação reconhecida pela Conferência Episcopal Italiana (CEI) e destinada a promover os chamados "tempos fortes" de espiritualidade.

A prática dos exercícios, no entanto, não conhece uma verdadeira crise. "Infelizmente não está crescendo, mas em processo de 'ajuste' do ritmo", observa o cardeal. Ele registra pontos a favor, particularmente entre os leigos e as novas gerações. "Especialmente entre os jovens que fazem a experiência de uma vida de comunidade".

Os sacerdotes, pelo dever do exemplo a que estão desafiados por seu ministério, são os primeiros a serem chamados para a revisão contínua da experiência interior. "Na vida de um sacerdote, os exercícios espirituais são o momento mais favorável para verificar sua fidelidade ao dom recebido, para a purificação contínua do coração, para a animação do ministério", acrescenta De Giorgi. "É por isso que os Papas, de Leão XIII a Bento XVI, propuseram e recomendaram, não tanto como uma obrigação canônica, mas como exigência urgente e insubstituível a necessidade da vida espiritual".

Além disso, completou-se recentemente o aniversário de oitenta anos da encíclica Mens Nostra, dedicada por Pio XI, em 20 de dezembro de 1929, à "importância dos exercícios espirituais".

"O quadro sócio-religioso-cultural da época, que levou o Papa Ratti a dar relevo à 'suma importância, utilidade e adequação destes santos retiros' era, sem dúvida, menos complexo e menos comprometido que o de hoje, o do secularismo que coloca Deus entre parênteses, do materialismo que de fato o nega, do cientificismo que pretende tomar o seu lugar, do relativismo ético que rejeita todas as normas morais absolutas e transcendentes", explica o purpurado italiano.

Todavia, a análise que Pio XI faz da crise de seu tempo é "clara e lúcida" e ainda apresenta enormes pontos de atualidade. "A grande doença da era moderna - lê-se na Mens nostra -, principal fonte dos males que todos nós condenamos, é a falta de reflexão". Uma falta que produz escravos do materialismo e da corrida às riquezas, "que minimiza gradualmente na mente todos os ideais nobres".

 
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